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Guia do plano de saúde empresarial para pequenas empresas e MEI
Quem pode contratar, quem entra no plano, como comparar rede, carência e coparticipação e o que observar no reajuste. Guia para PME e MEI.
O plano de saúde é um dos benefícios mais valorizados por quem trabalha numa empresa, e deixou de ser coisa só de empresa grande. Hoje, pequenas empresas e até o MEI conseguem contratar um plano empresarial, muitas vezes com mensalidade menor do que a de um plano individual com cobertura parecida.
Mas a contratação tem regras próprias, e escolher só pelo preço de entrada costuma sair caro depois. Este guia reúne o que um sócio ou um RH de empresa pequena precisa saber antes de assinar.
Quem pode contratar
Para contratar um plano empresarial, é preciso ter um CNPJ ativo. Pequenas e médias empresas (as chamadas PME) costumam contratar a partir de duas vidas, e o MEI também pode contratar, desde que atenda às regras da operadora.
Essas regras variam bastante de uma operadora para outra. As mais comuns são:
- Tempo mínimo de CNPJ: algumas operadoras pedem que a empresa tenha um tempo mínimo de abertura;
- Número mínimo de vidas: o total de pessoas que vão entrar no contrato;
- Comprovação de vínculo: documentos que mostram a relação de cada beneficiário com a empresa.
Por isso, a primeira etapa de uma boa cotação é conferir em quais operadoras a sua empresa se enquadra. Não adianta comparar preços de planos que a empresa não pode contratar.
Quem pode entrar no plano
Em geral, podem ser incluídos os sócios, os funcionários registrados e, na maioria das operadoras, os dependentes deles, como cônjuge e filhos. Algumas operadoras aceitam outros vínculos, como estagiários ou prestadores de serviço, e outras não.
Aqui vale um cuidado: a empresa não pode incluir no plano pessoas sem vínculo com ela só para aproveitar um preço menor. Além de contrariar as regras do contrato, isso pode gerar problemas com a operadora mais adiante.
Rede credenciada: o plano precisa servir onde a equipe está
A lista de hospitais e laboratórios é o que decide se o plano vai ser usado ou não. Uma rede nacional grande não resolve nada se não houver bons prestadores perto de onde as pessoas moram e trabalham.
Na hora de comparar, olhe para:
- Hospitais e pronto-socorros próximos da empresa e da casa dos funcionários;
- Laboratórios e clínicas de exames na região;
- Maternidades, se a equipe tem pessoas planejando filhos;
- Se o plano tem abrangência regional ou nacional, e se a equipe viaja com frequência.
Também vale perguntar se algum funcionário faz tratamento contínuo com um médico ou hospital específico. Trocar de plano e perder esse atendimento é uma das maiores fontes de insatisfação.
Carência
Carência é o período, contado a partir do início do contrato, em que o beneficiário ainda não pode usar determinadas coberturas. A lei define prazos máximos, e cada operadora aplica os seus dentro desses limites.
No plano empresarial, dependendo do número de vidas e da política de cada operadora, pode haver redução ou até isenção de carências. Quem vem de outro plano também pode ter direito a aproveitar o tempo já cumprido, conforme as regras de portabilidade ou as condições comerciais da operadora. Tudo isso precisa estar claro por escrito antes da assinatura.
Coparticipação: mensalidade menor, custo no uso
Nos planos com coparticipação, o beneficiário paga uma parte do valor de consultas e exames quando usa o plano. Em troca, a mensalidade costuma ser menor.
A coparticipação pode ser uma boa escolha para equipes jovens, que usam pouco o plano. Para equipes que usam com frequência, ou com pessoas em tratamento, a conta pode se inverter. O ideal é simular o custo mensal com e sem coparticipação a partir do perfil real de uso, e definir desde o início se a coparticipação será descontada do funcionário ou paga pela empresa.
Reajuste: o ponto que mais pesa com o tempo
Os planos empresariais têm reajuste anual, e ele não segue o teto definido pela ANS para os planos individuais. Nos contratos de empresas pequenas, a ANS determina que as operadoras agrupem os contratos com poucas vidas e apliquem um reajuste único a esse grupo, o que dilui o risco de um único contrato.
Além do reajuste anual, existe o reajuste por mudança de faixa etária, previsto em contrato. Por isso, a idade da equipe também influencia o custo ao longo dos anos.
Uma prática que ajuda muito é pedir, na cotação, informações sobre o histórico de reajuste da operadora. O plano mais barato no primeiro ano nem sempre é o mais barato no terceiro. Explicamos essa diferença em detalhes no guia sobre reajuste do plano de saúde.
Documentos que costumam ser pedidos
A lista exata depende da operadora, mas normalmente inclui:
- Cartão CNPJ e contrato social (ou certificado do MEI);
- Documentos pessoais dos beneficiários;
- Comprovante de vínculo dos funcionários, como registro em carteira;
- Documentos que comprovem o parentesco dos dependentes;
- Carta de permanência do plano anterior, quando houver aproveitamento de carência.
Ter isso organizado antes agiliza bastante a implantação.
Depois da assinatura começa a parte que ninguém conta
O plano não termina na assinatura. Ao longo do contrato, a empresa vai precisar incluir funcionários novos, excluir quem saiu, pedir carteirinhas, acompanhar reembolsos e autorizações e, uma vez por ano, lidar com o reajuste e a renovação.
Numa empresa pequena, quem faz isso costuma ser o próprio sócio ou uma pessoa do administrativo que já tem outras funções. Ter uma corretora que acompanhe o contrato faz diferença justamente nesse dia a dia.
Resumo para decidir com segurança
- Confira em quais operadoras a empresa se enquadra;
- Compare a rede credenciada onde a equipe está;
- Entenda as carências e o que pode ser aproveitado;
- Simule o custo com e sem coparticipação;
- Olhe o histórico de reajuste, não só o preço de entrada;
- Defina quem vai cuidar do plano depois da contratação.
Fale com a LTJ
A LTJ compara as operadoras para o perfil da sua empresa, de MEI a 99 vidas, e continua responsável pelo contrato depois da assinatura, com um consultor e um WhatsApp de referência para o RH. Se quiser uma análise do seu caso, ou uma segunda opinião sobre o plano que a empresa já tem, fale com a gente. A primeira conversa serve para entender o seu caso, e a consultoria não tem custo para você.